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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Resenha de Jogos - Her Story

Na The Game Awards (TGA, uma espécie de Oscar dos jogos), tem como um dos seus pontos altos da premiação, a ansiedade de saber qual vai ser eleito o Melhor Jogo do Ano, e na TGA 15, que ocorreu no dia 3 de Dezembro, não foi diferente, a disputa acirrada entre Fallout 4 e The Witcher 3 foi de roer as unhas pra saber o resultado, que acabou dando The Witcher 3: Wild Hunt. Mas além de saber qual o melhor jogo do ano, o mais interessante desse "Oscar", é saber as surpresas que aparece no meio dos indicados; e esse é o caso do jogo Her Story (do mesmo criador de Silent Hill: Shattered Memories; Sam Barlow), que ganhou os prêmios de Melhor Narrativa (inclusive, superou o jogo Life is Strange) e Melhor Perfomance da atriz Viva Seifert; e também concorreu aos prêmios de Melhor Jogo Independente (ganhou Rocket League) e Game for Impact (ganhou Life is Strange).

Sinopse

"Her Story, coloca o jogador no papel de um detetive que deve, através de um banco de dados de vídeos, descobrir o responsável pelo desaparecimento de Simon Smith. Os vídeos são partes de várias entrevistas realizadas com a mulher do desaparecido, Hannah Smith."

O tema de detetive, na forma mais "realista", estava meio escassa no mercado de jogos, mas Her Story traz essa essência de volta,mas com uma jogabilidade totalmente diferente dos jogos que conheço. O jogador tem que realizar uma investigação praticamente independente (o jogo não te dá um "objetivo" claro), e você tem que realizar essa pesquisa através de um computador dos anos 90, e você só tem acesso a um banco de dados com vídeos de várias entrevistas realizadas com Hannah Smith, e a única forma de conseguir algum progresso na história do jogo e na narrativa, é prestando muita atenção no que Hannah fala nos vídeos, em sua leitura corporal e também é de grande ajuda, tentar imaginar "Qual foi a pergunta feita pelo detetive?!"; com essas dicas, você vai ter que usar palavras chaves para descobrir qual será o próximo vídeo na linha de investigação; ao entrar pela primeira vez no jogo, já está escrita a palavra "MURDER", o que nos leva a crer de primeira impressão: "Será Hannah a assassina de seu próprio marido?!".

Conheci o jogo na verdade, numa pesquisa na Steam por jogos com "Uma Boa História", e não é que encontrei?! Her Story, logo chama atenção por ser focado na investigação, bem ao estilo "Sherlock Holmes", e antes de baixar o jogo, dei uma procurada pelo Youtube pra ver se era bom mesmo, mas tive uma decepção, não com o jogo, mas sim com os jogadores das gameplays, vi muitos jogadores usando uma "macete" para poder identificar os vídeos na linha temporal certinha e um vídeo atrás do outro, sem precisar fazer a investigação (o principal atrativo do jogo), logo, se o player faz isso, ele não está "jogando" o jogo, mas sim, assistindo um filme, o que diminui o tempo do jogo pra aproximadamente 2h de jogatina, sendo que jogando da "maneira correta", o jogo pode se estender por quase 10h ou mais de jogo. Então aconselho a vocês que vão jogar futuramente e gostam de jogos investigativos, esse é o jogo certo, e jogue da maneira correta, se envolvendo com a história e "fazendo as perguntas certas como detetive/descobrir as palavras chaves".

Pra quem quiser comprar na Steam, é só clicar nesse link: http://store.steampowered.com/app/368370/

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

A Ilha do Medo - Dennis Lehane



Indico A Ilha do Medo para os amantes de suspense, que lida com o psicológico do leitor de uma forma genial. O livro não tenta mudar o seu raciocínio, o livro apresenta o mundo do personagem principal chamado Teddy Daniels um xerife que chega em Shutter Island, com o seu novo parceiro Chuck Aule, com o propósito de investigar o desaparecimento de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, porem acabaram chegando antes de uma grande tempestade, capaz de impossibilitar as suas buscas durante a permanência da dupla investigativa.

Durante a forte tempestade, iniciam as suas investigações dentro do hospital a procura de pistas ou sinais do desaparecimento de Rachel, mas com o passar do tempo e com as descobertas de novos indícios sobre o desaparecimento da interna, faz com que venha a tona uma série de duvidas sobre a integridade do Hospital Psiquiátrico, que é protegida por cercas elétricas e guardas armados, gerando uma grande desconfiança sobre o lugar, podendo não ser apenas um sanatório para criminosos, mas possivelmente estejam guardando um mistério sobre as abordagens violentas ou até mesmo o uso de terríveis experiencias com drogas e cirurgias experimentais nos paciente presente no grande Hospital de Ashecliffer. 

Enquanto isso, o furacão se aproxima, aumentando a tensão de todos do Hospital Psiquiátrico de Ashecliffe...


 _ Priscila Gomes
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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Episódio 1 - Lar doce Lar



Quando nos mudamos, pensávamos que a nossa vida mudaria para melhor, pensávamos em nos adaptar rápido e construir grandes amizades. Nunca nos preparamos para o grandes problemas, pensávamos muito mais em como arrumar os nossos cômodos ou melhor qual cortina ficara mais bonita na sala. Não observamos os buracos ao lado, tudo era evidente, as perturbações eram claras, porem acabamos nos cegando.

- Corra filho

Todas as portas se fecharam em um único tiro, barulhos altos de passos, chaves que tentavam abrir as nossas portas, as idas e vindas consumiram toda a nossa energia. Estávamos acabados e não tínhamos coragem de sair e muito menos de voltar.

- Ed vai para o armário e se esconda, não saia por nada, não saia se eu pedir ajuda, porque não será a mamãe. SERÃO ELES.

- Mãe fica comigo, não vai. Chama o papai ele poderia ajudar a nos proteger.

- Filho todo o dinheiro da mamãe foi para compra dessa casa e não tem como sair daqui tão cedo. Não quero envolver o seu pai nisso, ele ficará preso.

- Mãe porque estamos passando por isso? Nunca fizemos nada com eles, porque?

- Irei descobrir meu filho e sairemos desse prédio maldito.

_____________ 1 mês atrás _____________

O interfone toca e a vizinha do 101 queria dar as boas vindas a família, trazendo uma bela torta de morango. Anna se sentiu muito acolhida e percebeu o mesmo sentimento no seu filho, era como se fosse uma tia e o deixou mais calmo. A vida de Ed ficou realmente desconfortável, precisou deixar alguns amigos, brinquedos, vizinhos e familiares;  estava triste por saber passaria um bom tempo sem eles.

A vizinha é Clara, uma senhora que deve ter os seus setenta anos de idade, tinha um cheiro forte de talco, uma pele branquinha como o algodão, algumas pintas na bochecha e um forte aperto na hora do abraço. Sentou com agente e começamos a ter uma longa conversa.

- Ed se soltou no sofá por causa da barriga cheia da torta de morango. Ela acertou na escolha do sabor. _ Clara quantos anos a senhora mora aqui nesse prédio?

- Nossa seria uma longa, loga história sobre os contos desse lugar, mas vou me limitar a sua pergunta. Moro aqui a setenta anos minha cara.

- Estou admirada, então a senhora nunca se mudou? Significa que o lugar deva ser maravilhoso.

- O rosto de Clara acabou entortando quando Anna faz tal comentário sobre o prédio. _ Anna depois que você mora no prédio 555, não consegue mais sair. 

- Ficou feliz em saber disso, ela não desejava se mudar novamente um bom tempo, obviamente precisarei ficar aqui por longos anos, até conseguir juntar mais uma poupança. 

- Você não é casada? Desculpe a pergunta.

- Eu me divorciei e toda a minha parte foi investida nesse imóvel. Fiquei com a guarda do Ed, esse anjinho na minha vida é bem responsável e não conseguiria viver sem ele, contudo não posso deixar de lado a necessidade de um lugar acolhedor. Ele esta longe do pai e dos seus amigos, precisava de um lugar assim, tranquilo e familiar.

- Parecem ser bem amigos, não é?

- Somos amigos sim, as vezes sinto que ele toma mais conta de mim do que eu dele. Sinto o quanto me protege e me tranquiliza. Para um menino de dez anos, esta muito desenvolvido.

-  Gostei muito do Ed, um menino educado, ótima criação.

- Obrigada, mas me diga, quando eu falei sobre esse lugar ser maravilhoso, você acabou entortando rosto, porque você fez isso?

- Anna pode ficar por uma outra hora? O tempo passou rápido e tenho alguns compromissos inadiáveis. Agradeço o seu carinho e por ter aceitado a minha torta de morango.

- Que nada, eu que tenho de agradecer pela torta. Ed esta la na sala jogado no sofá de barriga cheia, quer se despedir?

- Sim, vou la rapidinho. _ Ed meu anjinho, cuida da sua mãe e não deixa ELES tocarem nela.

- Obrigada pela torta senhora Clara. _ Eu sei do que a senhora esta dizendo e não deixarei ninguém tocar nela. 

CONTINUA ...

Escrito pela autora _  Priscila Gomes